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NE agora, o que eu vou fazer?
Se os seus lábios ainda estão molhando os lábios meus? E as lágrimas não secaram com o sol que fez? E agora como posso te esquecer? Se o seu cheiro ainda está no travesseiro? E o seu cabelo está enrolado no meu peito? Espero que o tempo passe Espero que a semana acabe Pra que eu possa te ver de novo Espero que o tempo voe Para que você retorne Pra que eu possa te abraçar E te beijar De novo E agora, como eu passo sem te ver? Se o seu nome está gravado no Meu braço como um selo? Nossos nomes que tem o n Como um elo E agora como posso te perder? Se o teu corpo ainda guarda o Meu prazer? E o meu corpo está moldado Com o teu? Nando Reis
Da chegada do amorSempre quis um amor
que falasse que soubesse o que sentisse. Sempre quis uma amor que elaborasse Que quando dormisse ressonasse confiança no sopro do sono e trouxesse beijo no clarão da amanhecice. Sempre quis um amor que coubesse no que me disse. Sempre quis uma meninice entre menino e senhor uma cachorrice onde tanto pudesse a sem-vergonhice do macho quanto a sabedoria do sabedor. Sempre quis um amor cujo BOM DIA! morasse na eternidade de encadear os tempos: passado presente futuro coisa da mesma embocadura sabor da mesma golada. Sempre quis um amor de goleadas cuja rede complexa do pano de fundo dos seres não assustasse. Sempre quis um amor que não se incomodasse quando a poesia da cama me levasse. Sempre quis uma amor que não se chateasse diante das diferenças. Agora, diante da encomenda metade de mim rasga afoita o embrulho e a outra metade é o futuro de saber o segredo que enrola o laço, é observar o desenho do invólucro e compará-lo com a calma da alma o seu conteúdo. Contudo sempre quis um amor que me coubesse futuro e me alternasse em menina e adulto que ora eu fosse o fácil, o sério e ora um doce mistério que ora eu fosse medo-asneira e ora eu fosse brincadeira ultra-sonografia do furor, sempre quis um amor que sem tensa-corrida-de ocorresse. Sempre quis um amor que acontecesse sem esforço sem medo da inspiração por ele acabar. Sempre quis um amor de abafar, (não o caso) mas cuja demora de ocaso estivesse imensamente nas nossas mãos. Sem senãos. Sempre quis um amor com definição de quero sem o lero-lero da falsa sedução. Eu sempre disse não à constituição dos séculos que diz que o "garantido" amor é a sua negação. Sempre quis um amor que gozasse e que pouco antes de chegar a esse céu se anunciasse. Sempre quis um amor que vivesse a felicidade sem reclamar dela ou disso. Sempre quis um amor não omisso e que sua estórias me contasse. Ah, eu sempre quis um amor que amasse. Elisa Lucinda O GirassolO Girassol (IRA) Eu tento me erguer às próprias custas E caio sempre nos seus braços Um pobre diabo é o que sou Um girassol sem sol Um navio sem direção Apenas a lembrança do seu sermão Você é meu sol, um metro e sessenta e cinco de sol E quase o ano inteiro os dias foram noites Noites para mim Meu sorriso se foi Minha canção também E eu jurei por Deus não morrer por amor E continuar a viver Como eu sou um girassol, você é meu sol Eu tento me erguer às próprias custas E caio sempre nos seus braços Um pobre diabo é o que sou Um girassol sem sol Um navio sem direção Apenas a lembrança do seu sermão Morro de amor e vivo por aí Nenhum santo tem pena de mim Sou agora um frágil cristal Um pobre diabo que não sabe esquecer Que não sabe esquecer Como eu sou um girassol, você é meu sol |
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